JURA: Rodrigo Faro: “Quero ser o apresentador número 1 do Brasil”

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Em plena forma e, como sempre, usando roupas estilosas, Rodrigo Faro recebeu a equipe de TITITI em seu camarim na Record para esta entrevista exclusiva. Aos 36 anos, o apresentador de O Melhor do Brasil, levou dois anos para provar que é, sim, um grande animador. Indiscutivelmente, o gato se tornou hoje o grande astro da Record.

“Nunca fui tão feliz na minha vida”, diz. Mas o maior prazer, mesmo, pra ele é brincar com as filhas, Clara, de 4 anos, e Maria, de 1, em casa ou na lancha de 31 pés que tem em Angra dos Reis (RJ).

Órfão de pai aos 13 anos, o astro trabalhou como modelo em comerciais e na TV desde muito cedo para ajudar a mãe professora. Mas nem por isso deixou os estudos. Formou-se em rádio e TV pela Universidade de São Paulo e, com a mesma naturalidade com que comanda suas atrações no vídeo, admite: pretende se tornar o apresentador número 1 do Brasil.

Um dos momentos mais esperados de O Melhor do Brasil é quando você surpreende o público, parodiando ídolos da música com o quadro da “dancinha”. Ele, aliás, virou uma febre… Como a brincadeira surgiu?
Foi no dia da morte de Michael Jackson… (25 de junho de 2009). A gente estava gravando e viu a imagem dele sendo retirado de casa na maca. Ficamos muito tristes. Ele era um ídolo pra mim. Quando eu era pequeno, dançava as coreografias dele nas aulas de street dance. Thriller e Billie Jean, por exemplo, eram obrigatórias… E aí, naquele sábado, prestei uma homenagem me apresentando como ele na hora do beijão no quadro Vai Dar Namoro. O público gostou, mandou cartas e e-mails, e não parei mais!

Já brincaram por aí dizendo que você é meio gay por se apresentar de mulher?
Não, as pessoas percebem que é só palhaçada porque estou de roupa de balé, mas com pelo no peito (risos)! Sabem que é brincadeira inocente, sem pornografia. E aprovam porque eu me dispo da figura emblemática do apresentador tradicional.

Você completou dois anos de programa… Que balanço faz da guinada na carreira ao se transferir da Globo para a Record?
Foi a melhor coisa que fiz na minha vida. Nunca antes vivi algo tão maravilhoso profissionalmente como vivo hoje na Record em termos de trabalho, retorno de público e audiência. O programa bateu o recorde no dia 1o de maio, com 12 pontos! Nem nos meus melhores sonhos imaginei que iria deixar a Globo e ter este retorno do público. É surpreendente e emocionante. E ainda ganhar o Troféu Imprensa com dois anos no ar… é muita coisa boa em pouco tempo.

Qual o significado do Troféu Imprensa para você?
É o maior prêmio profissional da minha vida, o maior incentivo. E me dá a certeza de que tenho que trabalhar mais para me igualar às pessoas com as quais concorri: Gugu, Faustão, Luciano Huck. Jamais imaginei que pudesse ganhar desses caras.

A gente sabe que TV é um meio extremamente competitivo… Há uma rivalidade forte entre vocês?
Nada disso! Sou amigo dos três. Frequento as pizzadas do Faustão, fico na casa do Luciano em Angra, e o Gugu é um mestre que só fala bem de mim.

O que foi mais difícil para você quando assumiu O Melhor do Brasil?
Substituir um grande apresentador como o Márcio Garcia e dar ao programa o meu DNA, a minha cara… Fiz e faço isso com humor, rindo quando é preciso e chorando quando é necessário. Sou eu mesmo no palco, uma cara simples, do povo.

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Você foi criado num bairro nobre paulistano, certo?
Eu cresci entre o Paraíso e a Vila Mariana. Minha mãe (Vera Lúcia Alcazar Faro) é professora e meu pai (Gil Vicente Faro) era dentista. Os dois se separaram quando eu tinha 9 anos, mas aos 8 eu já tinha começado a trabalhar como modelo.

Como você foi descoberto?
Um cara me viu na padaria com minha mãe e me chamou para fazer um teste com mais 300 crianças para um comercial de leite B. Fui aprovado e gostei tanto que disse à minha mãe que queria aquela profissão. Ela respondeu que eu poderia, sim, trabalhar na televisão, mas deveria estudar muito, fazer faculdade e nunca tirar notas vermelhas.

Quando seu pai morreu deve ter sido bem difícil, não?
Eu tinha 13 anos e estava no estúdio gravando o ZYB Bom quando recebi a notícia. Foi complicado, mas a gente já tinha bem pouco contato.

Guarda alguma mágoa da época da Globo?
Imagina, a Globo me projetou! Mas eu queria mais, precisava retomar meu lado de apresentador. Cheguei a gravar o piloto do Fama, que depois foi apresentado pela Angélica. Foi bacana, eles adoraram, mas lá me queriam só como ator.

Daí a Record lhe fez uma proposta milionária?
Não era milionária, era uma proposta salarial melhor. Porém, mais que o dinheiro, o que me importava era poder mostrar que eu tinha condições de ser um animador. A Record me deu isso. Aqui sou um artista, não sou apenas um número. Na Globo a gente é um número. Estou em meu melhor momento. Sou dez vezes mais reconhecido e assediado do que antes.

E você pode dizer que tem liberdade para fazer seu programa mesmo estando numa emissora dirigida por bispos evangélicos?
Mais que liberdade: tenho incentivo, apoio! Posso dançar de collant rosa Single Lady, de Beyoncé! A Record aproveita todos os meus talentos.

Você e a Vera são casados há sete anos. Como mantêm acesa a chama da paixão?
Na verdade, estamos juntos há 13 anos e somos muito felizes. Não deixamos a relação cair na rotina, procuramos ter o nosso momento, saímos pra jantar, curtirmos a vida a dois…

O que você acha da TV brasileira atual?
Tem que se renovar, buscar novos conteúdos e interatividade. E a nova figura do apresentador é a de um showman.

Se considera um showman?
Sou um cara que estudou para atuar, cantar, dançar. Quero me firmar como comunicador! Tudo o que eu faço é porque quero ser o apresentador número 1 do Brasil!

Tititi

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